segunda-feira, 2 de março de 2009

Seagulls hover over me!

I stare at the sky as it clears
Moments of an extraordinary calm invades
As I become unaware of myself

I distant from me and from here to nowhere
That cold sweet warm breeze just eases me
And my inner terror dreams
Of being together alone with me

I sat down in a cloud
Taste it’s softness like baby skin
That cozy tenderness of touching…
But where to touch but in a dream?

No matter now
The dices are rolling
As I stand here comfortably nesting and lightly asleep
Hair over wind and face

Linger and links all over
Images and pictures everywhere
Every face every smile a window
Every whistle a call of duty

Where’s my duty?
Where’s my beauty?
Why it became so naughty?
Now I’m nothing but broken pottery!

The gathering
That missing piece in the chain of Universe
Lost in a turn of time…
My mistake your loss

Why did You allow it be?
Am I not your warrior?
Or is it just because of it?
No love, full commitment…

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Uvas do Norte

Sinto o calor de uma estrela que brilha
Vejo a névoa que perspassa meus olhos
Encontro a luz daquele negro semblante
Que um dia soube abraçar a sorte.

Momento de transcendente existência
Cumplicidade nunca efémera entre iguais
Sensações que se desejam partilhar
Com amiúde emoção alheia vividas e alcançadas.

Alguém habita os sonhos
É o telhado e os alicerces sem saber sabendo
Numa verdade sempre repetida sonoramente
Criada está a ponte entre o etéreo eterno cosmos dialéctico.

Sabe-se sabendo
Sente-se sentindo
Diz-se calando mudo
Silencia-se nos silêncios não ditos entre sons.

A parra dá uva de novo
Vinhateiro de poda corta o cacho
Noutro lugar noutra direcção
No mesmo sentido somos...

Quem é a videira?
Será certo ou será míldio que aflora?
Virá o sulfato a tempo
Da poda do vinhateiro?

Terras ricas do Norte
De escarpas trabalhadas na dura corrida
A difícil subida à plataforma rural
Será impossível arear terreno este fértil?

Da simbiose dos organismos
Das tormentas que se sofrem pelo temporal
Da bonança que a solarenga trará
Nascerá uma nova semente?

O agricultor semeia devagar
Espera o tempo a paciência
Quando a flor brotar
Dará fruto e fragância?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

JO

Num momento de díspar encontro
Numa furtuita mansão do tempo
Energias fluem e sobem
Ao eterno espaço da ilusão.
Come-se as estrelas
Aconchegamo-nos nos braços das galáxias
Bebemos dos cometas que passam
Sentimos que somos errantes
Na fuga da felicidade que escapa
Por cada um que se cruza no espaço.
Ambos os sóis que nos iluminam
Um em crecendo outro extinto
Um que já não brilha
outro que por vezes perde fulgor
Mais não são que prendas
que os cometas condenados estão
Ao vaguear sós a cada volta do tempo
A cada volta da volta da nossa cabeça.
Merece o Universo que assomemos vida
Que nos permitamos viver
Que nos desviemos dos caminhos dos outros
Já que de cada vez que esgueiramos
Morremos mais um pouco?
Sim, devemos!
Devemos porque mesmo frios vivemos
Devemos porque mesmo presos merecemos
Devemos porque são os outros que nos merecem
E não nós os merecedores!
No altruísmo do cometa jaz a mão de luz
Aquela luz que se a não dermos ninguém tem
E que é o nosso fado
Iluminar os outros.
Continua a distribuir luz
Não te apagues nem deixes apagar
Mesmo que te soprem ventanias e temporais
Abre o peito ao vento, protege a flama nos olhos
E sê tu, livre, bela, selvagem
Aquele selvagem puro escondido na candura da indiferença
Aos olhares do mundo.
Vive cada momento como se fosse o último
Expira os "ais" da vida a cada recontro
Perde o fôlego a cada preenchimento
Penetra a força com renovada energia
Quando parece que se esvai após atingir o ponto.
Para um JO de um AN
O dois vindo do um
O ímpar que torna par
Eu e tu, dois que não é nenhum
E todos para mais algum!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Passadas cavalgadas

Cavaleiro das doces cavalgadas
Em leitos suaves de curvas uniformes talhados
Percorres de encontro ao sol poente
As areias finas dos seus cabelos raiados
Em luzes claras reflectidas de saudade que aperta
O coração do destemido que um dia ousou…

Ousadia pagada caro
Pelo destino coração cravado de espinhos
Daquela rosa cheirosa de caule traiçoeiro
Que um dia nasceu selvagem de um nascimento prematuro
Onde a terra impura se tornou pura à sua visão
Ao orvalho da manhã resplandecente
Que arrepiava os grilos e as cigarras
A cada toque de sua fria e gélida geada derretida.

O gafanhoto saltava despreocupado
Searas para colheita em todo o lado
Tanta escolha, tanto sal
Tanto mel, tanto mal
Mas mesmo assim saltava de olhos fechados
Porque o mundo era seu para a tomada
Para a conquista do conquistador improvável.

O rei na torre do seu castelo observava
Das ameias envelhecidas e enegrecidas
Aquela paisagem outrora bela
Agora desfeita pela idade e pela solidão
Dos montes que choram o sol que se põe
Nesta tarde de Verão que embora Inverno
Jamais passará do calor estival
Porque o sentido do sentido
Daquele alvo e cando momento
Perene na imaginação do tido
Será para sempre a porta da sua prisão.

O rei está fechado no seu castelo
Jamais de lá sairá
Porque a Natureza já não é sua…

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

A prisão dos sentimentos

A doce e misteriosa criatura que um dia percorreu caminhos travessos
Numa muralha de impostura onde se empareda e se esconde
Leva a que se refugie em si mesma e não se reconheça
Dando a si própria a falsa sensação de controlo sobre o que a rodeia
Que no fundo é nada a não ser pedra fria e impessoal.

Mas para cada muralha que isola de si isola os outros
Fechando-se ao exterior mas fechando o exterior
Tornando sós as almas errantes na Natureza selvagem
Ansiando por alimento que existe só e apenas
Do outro lado do lado fechado.

Errantes vão descendo ao Inferno de Dante
À vil existência pueril da birra e teimosia
De querer o brinquedo só para si mesmo que já o não queira
Só porque já foi seu e não se partilha
Nem tam pouco já se consegue nutrir desejo.

Mas a mente humana é pobre
A doce juvenilidade da possessão que esconde os olhos
Que leva ao doce isolamento do romantismo bacoco
De ver o mundo a duas dimensões unívocas
É uma loucura que obriga a ser partilhada por quem o não deseja.

Corre-se por sobre a muralha que não acaba mais
Subidas e degraus infindáveis de sofridão e suor de língua acalentado
Tropeços e levantos intermináveis de escoriações mentais
Para que miserável alma muralhada escondida
Que a todos corre em corropio mundano de existência localizada.

O romantismo morreu no dia em que nasceu
Ele em si não existe, é uma miragem, um mito
Algo que não existe mas que precisou de ser nomeado para dar nome
Às muralhas erigidas e levantadas por maus capitães
Que levaram as suas naus e homens ao fundo.

Na superior existência somos todos livres de maus capitães
Um sítio onde se salta por cima desse posto de energúmenos
Que não reconhecem a justiça dos seus marinheiros
Mesmo que estes sejam seus superiores em comando
Preferindo a rebelião levada ao motim do coração!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Viagens pelo mundo dos vivos e da morte

Nas viagens pelo mundo, deu de caras com um anjo.
Olhou-o, cheirou-o, visualizou-o, e viajou de novo…
Não era tempo do tempo se encontrar antes de tempo.
Foi flutuando…
Foi-se mostrando…
Foi enfeitiçando enquanto se enfeitiçava…
Bebeu a própria poção que preparou e enfeitiçado ficou…
O feitiço da lua noite branca
Deixou que a alma se sentasse à espera
Do momento que estava para vir…
Criou-o com as suas mãos
Cavou fundo nas costas da areia rochosa
Com unhas em sangue lavadas olhadas
O horizonte ora desperto ora morto
Enquanto esperava pela brisa que estava para vir…
E não vinha!
Sentado no pedrão negro
Via as silhuetas ao longe chamando
Escudado nos vidros escuros permaneceu imóvel
Fazendo de conta, pretendendo ser outro
Ser aquele que de facto não é e nunca será
Aquele que é forte na fraqueza dos outros.

Duas gaivotas, então, se encontraram
E partilharam carícias animais
Pactuando em pacto aparte
O que de facto era junto
Até que seus bicos agarraram o mesmo peixe
Consumando a alimentação desejada…
Mas a força da fêmea é pouca
Largou a sardinha…
Queria salmão a pobrezinha!...
E deixou-se roubar a criaturinha!...
Ou não?!...

Outro dia, outro desencontro
Outra viagem, outra amaragem
Outros sons, outros confortos
Até ao máximo alado da noite ofuscado
Após o manjar repastado tardiamente esbanjado
Para 30 dias de solidão da noite invernia
Em tempo de estio.
A volta da maré pouco trouxe de diferente
Um pouco até de menos
A distante sereia que chamava
Rugia não cantava
Abanava não aliciava
Criava tensão não acalmava…
Mas o vermelho diabo assustado
Bem tentava aquecer o inferno da fornalha.
Oportunidades criadas
Momentos desperdiçados
Propícios desejos desejados e encontrados
Mas descartados pelas presenças das sombras.
Sombrios pensamentos de certezas
Certo que é certo do que certo é
A luxúria da bidimensionalidade escondida
Nos aconchegos frágeis e ténues
Procurados escondidos mas vistos pelo gato
Que não consegue esconder o rabo…
Ou intencionais para afastar ou achegar…
O triângulo adensa-se…

Muito amor condensado
Entre dois iguais amansados
Em mentiras brancas escudados
Não se abrem as portas da abertura
Consolidando a necessidade da mentira
Para sempre e todo o sempre.

Deve ter sido um mar de prazer
Uma consumição danada
Pelo chão de rojo arranjada
Uma consumação atada
De domínio avassalador
De mulher em mulher
Macho fêmea no mesmo
Por onde anda a partilha da dialéctica humana?

Foi-se… partiu… só… desejo…
Clama… chama… aspira…
Nega… suspira… solta… amaina…
Até que… um alto escuro momento
Uma nuvem se abre e o raio de sol aparece
A gaivota levanta o bico
Canta no seu piar sem jeito e voa
Voa de encontro ao sol que a queima
Mas o calor é bom, belo, sedutor
Vale a pena morrer neste sol…

E morreu!
No dia 2, após o dia um que o foi de facto
Real e met(af)eórico
Uma viagem num mundo de bis
Esqueceu-se que o sol queima a quem aqueceu
E a gaivota caiu
Caiu do alto mas não morreu!
Desmembrou, hemorrajou
Inertou meses vendo aquele sol que a mantinha viva
A alimentava enquanto se definha
Até que a morte a levou para cima
E viu que outras gaivotas voavam naquele voo astral…
Tantas gaivotas
Uma e outra… e mais outra ainda!
Asas tocavam em si
Grasnando por ela
Assumindo-a subir mais
A juntar-se ao nós formado pelo todo
Daqueles que foram já um com o seu par
E o perderam porque foram matados
Ensanguentados
Partidos
Abandonados
E que no fim foram encontrados.

Bendita a morte desta gaivota que a trouxe de volta à vida
Bendito o assassino que trouxe esta vida de volta
Bendita a submissão que dá em fartura de sentimento
Benditos aqueles que julgam superior vontade
Mas que no fim se encontram sempre no escuro
Miserável escuro que puxa para baixo
Por muito que procureis sereis sempre
Miseráveis e tristes
Aspirando pelo que não têm
Sonhando com o que gostavam de ter
Expiando pseudo-dores próprias
Negadas na existência solitária de uma miséria
Que se auto-comisera e se alimenta em si mesma.

Sede triste e só
Sede homem num corpo fútil
Sede mulher numa hábil luta
Enganai quem se deixa enganar
Porque a cada momento
A cada troca
Ganha quem ganha, perde quem dá
Porque não recebe, só cobra
E no fim
Nada se tem para dar em troca.

Pobre gaivota que mata
Porque mata-se a si mesma
Enquanto a que morre
Renasce das cinzas mais forte
E junto de outras gaivotas
Esplendorosas
Belas
Esbeltas
De novos bicos que esquecem os outros bicos!

Que lindo bico que foi!...
Um bicudo bicar de salto lançado
Aterrado no queixo próprio
Quase sendo alimentar manjado!
A hora fora longa
A fome demasiadamente adiada
Supreendeu-se a sim mesma
Com aquilo para que fora criada.

Agora a gaivota sabe que pode
Não importa o quê nem como
Simplesmente sabe que sim, que f…

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Crispação

Ontem perdi-me em ti
Hoje encontro-me aqui
Amanhã perder-me-ei em mim
Sonhando com o que encontrarei.

Foi pesadelo do qual acordei
Sonho infeliz de roupagens belas
Chorei de alegrias amadas
Pintei de palavras amargas telas
Onde no fundo me perdi.

O dia é negro
Qual tal minha alma
Nunca o deveria ter deixado de ser
Deixar inundar-me de calma.

Vivo no tormento
Abracei sempre as agitadas águas
Doce e ternurento complemento
Do doce sabor a fel das mágoas.

Nunca deveria ter sido
Presença que altera o espírito
Nuvem de pó ácido corrosivo
Alegria... aquele mito.

Hoje regresso às origens
Monto meu alazão negro branco
Cavalgarei de encontro ao destino
Onde me encontrarei descalço
Frente a frente com ele
Meu irmão gémeo de tacto
Que anseia pela minha rendição
E amaldiçoe aquele que É de facto.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Descoberta e consciência repentina

Mas quem te abanou os teus alicerces?

Um anjo
Um anjo negro
O lado negro do arcanjo que sou
Alguém que tocou as minhas asas e as molhou
Não me deixando voar por causa das penas molhadas...

Continua…

Humm!...
Mas o anjo negro voa na noite do pensamento
Escondido dizendo que procura a luz
Que anseia pela liberdade vespertina
E eu retorno ao breu existencial
Ao fundo de uma alma apaziguada pelos anos.


Num fugaz momento do tempo
Encontrámo-nos na passagem
E descobrimo-nos mas ambos em sentidos diferentes
O problema é que o vôo não diverge
Simplesmente parece que sim
E o que o molhou não foi água
Foi sal de lágrimas
Das suas lágrimas
Que tombam para trás pela força do movimento alado
De quem esvoaça em meu redor!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sofro em recuo

Esmoreces em mim...
Matas um sentimento belo...
Saudade das horas negras da noite que aconchegavas...
Emudeço ante mim a noite da indiferença...
Foge-me o sorriso na substituição de um resignar dos lábios...
Já não corro, ando...
Já não ando, arrasto...
Já não arrasto, cambaleio...
Já não cambaleio, paro...
Estou parado, recuo...
Enquanto recuo, esqueço...
Esqueço o que já não é...
O que já não é já o foi enquanto passo por ele...
Aceno-lhe enquanto sorri...
Sorri porque não sabe que vai recuar...
Estendo a mão para que me sinta...
Não me sente nesta curta distância...
Sou fantasma de mim próprio...
Vejo-me etéreo enquanto o sol do verão dá lugar à sombra do inverno
Neste recuo temporal...
Até ao dia em que fui desconhecido...
A saliva esgota-se-me na garganta...
É tempo de dizer ao tempo que está no tempo de dizer adeus ao tempo...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Um oito torcido

Um mar de gente revolta
Encima um alazão parado
Cóleras expiram de suas narinas
Relinchos pelo bem amado
De entre aqueles que sofrem
As atrozes tiranias do Estado.

Marcham silenciando a dor
Por colinas que de tão largas
Estreitam ante a torrente
De lava humana que sobe
Pela chaminé do vulcão que lavra
As encostas de uma nação.

Reescrevem a história
Cunhando-a de pessoal
Fazem parte dum ponto final
Numa frase reticenciada
De ideias por acabar
Numa vida sentenciada.

Final amargo
Vitória almejada
Certeza encontrada e reiterada
Perdida na falsa palavra
Um breve relance de optimismo
Uma alegria momentânea
Uma adaga que crava
O coração de um sonhador.

Até onde perenerão os infiéis
Que afundam a nau Lusitana?
Até quando mantê-los cruéis
Que assassinam a puritana
Educação Flausiana?

sábado, 1 de novembro de 2008

Crónica de um último suspiro

Tenho de acordar
A burocracia clama
O soldado de papel
Perdeu a sua alma
Nas chamas da tinta
Acabou-se a sua chama.

Olhos cavados
Ausentes de vida
Passos que foram sagrados
Agora comem-no vivo
Pelos trilhos andados
Sombras a pedido.

"Sim Senhor"
Grita a voz mortiça
"É para já"
Diz em surdina
"Porque não?..."
Silencia a sina.

"Aqui estão"
Anuncia a solidão
"O que não consigo fazer"
Assume com resignação
"Mas tem de ser"
Confirma a direcção.

Abandona(-se) e cai
Ombros ao lado
Afunda-se na cadeira
Está desolado
Não consegue
Está isolado.

A esperança é a última fronteira
Onde todos pretendem ir
Mas todos esperam a intrepidez
De quem ousa fugir
Da marasma estupidez
Para colher os ventos do devir.

"Faz assim"
Anunciação divina
"Não te preocupes"
Mantém a sua sisma
"Alinha que é tudo manso"
Eleva a submissão
"Mantém-te tanso"
Aconselha a vizinha.

E os cães vão ladrando
Enquanto a caravana passa
É o cheiro putrefacto
De quem já morreu
Mas pensa que está vivo de facto.

domingo, 26 de outubro de 2008

Sonho ou acordar de um pesadelo

Sonhei que sonhava
Acordei do sonho que sonhava
Para adormecer acordado
E ver que dormia sonhando acordado.

Negro o sol que envolve
Na argúcia da dicotomia angélica
Ombro com ombro degladiando pela minha alma
Que se afoga e esvai no sofrer que está para vir.
É melhor responde o sonho
Que assim o futuro se mantenha
Não sofras pelo que não tens
Nem sonhes com o que te alcança.

Flutuo de encontro a mim
Àquela voz que me chama
Aquela que diz
Não entregues a tua chama
Porque de usado basta humilhado
O fruto do que queriam jaz na sua cama.

Vozes distantes ecoam
Homos no feminino surdinam a alma
Pares díspares na desilusão
Pela segurança anseiam da partilha
Por serem Homos a ilusão
De que assim a felicidade alcançarão.

Já vi quem sois
Já observei tantos que são dois
Desperdícios humanos da vida
Parelhas de Vacas não de Bois
Insanidade plural da sede em séde
No receio do anseio que se nega
Ou terá sido um engano atroz?

Estou em paz no meu ódio pacífico
Estou em guerra no meu amor perdido
Estou soldado fundido
Neste poço fundo incompreendido
De não se saber sabendo
Que se pensa que se sabe
Mas no fundo se duvida!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Escura a noite!

O mundo está escuro
Cobre o espaço
Almas escuras
Dentro deste pedaço

Andamos à deriva
Sem poder olhar
Chocamos na rua
Queremos sonhar

Mas o sonho é breve
Choca ali
A parede é tua
Não m’encontro a mim

Abriste a porta
Deixaste-me entrar
Arrombei a sorte
Estou a chorar

Perdidas em mim
Lágrimas caem
Não se soltam
Não seguem viagem

Sonho acordado
Com o que não tenho
Persigo o fado
Que ainda mantenho

Quero crescer
Ser o que não sou
Encontrar-me belo
Encontrar onde estou

A bruma adensa
O nevoeiro brilha
Na noite escura
Finalmente se avizinha

Mas o sonho é breve
Choca ali
A parede é tua
Não m’encontro a mim

Preciso continuar a procurar… (termina)

Imprison

Imprison in my (own) prison
I look at the sky
And all I can see
Is the clouded eyes

The stars are no more
The light of time
Things were lost
Never get behind

Even if you turn
Back to the place
Nothing is the same
You left once in time

Imprison in my (own) prison
I look at the sky
And all I can see
Is the clouded eyes

Friends are forever
Stories lived not to be told
Secrets of the gathering
Is not to be unfold

Now everything is lost
Even if we can find
The gates to the track
Trails of the mind

Imprison in my (own) prison
I look at the sky
And all I can see
Is the clouded eyes

Goodbye

There comes a time
When all say goodbye
There comes a time
When lovers can’t disguise

Love is a battle field
No one will ever win
And all they ever get
Is pain… is pain… all is paiiiiiiinnnnnn!

The moments where so beautiful
Yet they were so doubtful
Now we look back
And find it was a lost time

Hands on hand
Lips in lips
Bonded together
Unable to fulfil
The dream could come true
But real comes in
Gods make it through
Nothing to believe in

Love is a battle field
No one will ever win
And all they ever get
Is pain… is pain… all is paiiiiiiinnnnnn!

Now everything is quiet
Soul is tamed
Body is appeased
Eyes don’t shut
‘cause they froze the image
Of the love lost

Thoughts of love
Thoughts of family
Thoughts of an unborn child
Thoughts of a light

Love is a battle field
No one will ever win
And all they ever get
Is pain… is pain… all is paiiiiiiinnnnnn!

Uhuuuuuuun…. Uhuuuuuuuun… uhuuuuuuuuuuun … uhuuuuu aaaaaaaaahaaaaaaa
uhuuuuu aaaaaaaaahaaaaaaa… (3 times)

Ser Poeta (To be a poet)

P - Possibilidade (de)
O - Omissão (da)
E - Existência
T - Transcendental (do)
A - Amor

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Who's to blame

Who’s to blame when no one feels the shame?
What’s the game when no one feels the pain?
Where does everybody go when no one knows?
Where to hide the face when you fall in disgrace?

Matrices rough and hard
Lie on the floor
As you soar at contact
By the open door
Pushed forward by the hand
Of the undecided.

Who’s to blame when no one feels the shame?
What’s the game when no one feels the pain?
Where does everybody go when no one knows?
Where to hide the face when you fall in disgrace?

Clouds makes you fly soft
Winding your hair to the stars
A sudden turn in the sun
And you burn your eyes
And loose sight of it all
Wondering about all lies.

Who’s to blame when no one feels the shame?
What’s the game when no one feels the pain?
Where does everybody go when no one knows?
Where to hide the face when you fall in disgrace?

Your landing is hard
You still not in yourself
All your feathers ripped apart
Rotten clothes for warmth
Of body and soul.

Who’s to blame when no one feels the shame?
What’s the game when no one feels the pain?
Where does everybody go when no one knows?
Where to hide the face when you fall in disgrace?

As the dream come to an end
And the nightmare begins
You awake in a sudden move
And realise you were never alive!...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Inner fight

Gipsy nights
Wet dreams
Liquor fight
Brawl in the sand
Yes, I’d like to fight!

“This piece of land is mine”
The man says
“Mine, just mine!” he shouts
And the crowd waits in expectation
For the developments.

Everything is quit now
The thin breeze whispers slowly
As the night becomes day
Engulfing the dark
As it cleans the sky.

Awareness

The ocean
Green blue water
Cradle of life
And all that is!

We awake one morning
You in there
Me in here
Both scared
For what is near

Truth?... Lies?...


What do they mean?!

In the womb we meet

Soft… tender… cosy

Why are we lazy?

Awake! The time as come

Whisper! The time is done

Oh my! We’re gone!

Hopes and dreams II act

Hope is the last resort
Of a desperate man
As he desperately fight
To get out of the hole
He created for himself

Lost opportunities
Lost caves of solitude
Where he was happy all alone
The shadows of the fire
Crypts through the air
That sound, that light
That kind of night
Awakes him to life
And he finds that

Hope is the last resort
Of a desperate man
As he desperately fight
To get out of the hole
He created for himself

He crawls out into the moon
Trees embrace him gently
The thin breeze cuddles his face
He is alive he realize
Now he cries out
Open his mouth but no sound is made
As he realizes that
There’s no time to go back
And he hopes, and

Hope is the last resort
Of a desperate man
As he desperately fight
To get out of the hole
He created for himself