terça-feira, 29 de julho de 2008

Um dia um anjo chegou ao pé de mim (falso messias)

Um dia um anjo chegou ao pé de mim. Era lindo. Tinha umas belas asas brancas, cabelo encaracolado de um loiro ofuscante, e uns olhos verdes brilhantes. Encimando sua bela cabeça, um halo reluzia resplandecente demonstrando claramente que de algo divino se tratava.

Sussurrou-me ao ouvido palavras de esperança, promessas do Céu na terra para mim e para todos quantos habitavam esta (T)terra.

Sorri… a boa nova era chegada… a salvação dos mortais, finalmente!

Mas enquanto se afastava, graciosamente no seu voo ascendente, após tais anúncios, algo se materializou, difuso, imperceptível, sombrio…

Que coisa abraçava aquele ser de luz que ainda agora trouxera tão boas notícias?

Olhei melhor… Não abraçava, emanava de dentro dele. Mas… mas… aquela figura tinha chifres! Mas…mas… aquela figura tinha uma cauda!

Gradualmente apercebi-me do que era… um ser feito anjo para nos enganar… Oh! Quantos terá já enganado esta criatura das trevas?!

Compreendi que as suas doces palavras, que me suavizaram a vontade anteriormente e agora desfeitas pela visão, poderão ter ficado gravadas nas pobres criaturas a quem visitara.

O portal está aberto. Estão todos predispostos a aceitar a vinda deste falso Messias, mesmo que as suas promessas explicitamente digam que vai criar a divisão, colocar irmão contra irmão e pai contra filho.

A vinda já começou! Ele ascende gradualmente! A Ganância, a Inveja, a Cobiça e a Gula já cá estão!

With a word

With a Word, castles fall down in their mighty foundations.”

Authentic anonymous poet

Here, now and forever! …

Gathered information
Lost in translation

Moments of truth
Clarity of mind
In a troubled time
He got lost

Where is the traveller
To take him home?

Where is the road
That makes him come?

Where is the crossroad?
That forgiving tarmac,
Highway to the sky
Of our greyed soul?

We’re wondering in nights
Wishing never becoming days
So we never understand
What’s really going on…

Games played
Half lies, half truths
Said and done

Hidden closets
Waiting for the right moments

Wanting not to loose
So victory is a certainty

He’s in the middle
Of this half night

Lights hang upon heads

Eyes that don’t see
Will not want to see
But forced to see.

Os adormecidos do sistema

Os homens e os ministros assinalados
Que do gabinete legislam
Dão cabo da vivacidade
E de tudo que nos ensinam.
As mágoas carpiam corações
Desistentes da luta moral
Já nem de Abril as canções
Fazem lembrar o mal.
Combatentes de Abril
Estranho Presente se parecem
Bebem a pouca água do cantil
Morrem à sede os que merecem.
Do povo, Pelo povo, para o povo
Parecia ser o mote
Mais parece um polvo
Que aperta como um garrote.
Ainda acredito na democracia?!...
A luta democrática chegou ao fim de facto
Já vão longe as disputas
Os governos vendem-se ao desbarato
Olhamos à volta e só vemos ***** (rima com disputas).
Compram-se deputados (limiano)
Para o país funcionar
Depois no seu lugar estão sentados
De olhos fechados a dormitar.
Para que precisamos da representação do povo
Se ela não mais é que a farsa
Mais vale um bom cozido
Do que toda esta salsa.
Quando temperaremos esta disputa?...

Um par mistico

John e Yoko Ono

Dois que são um
Nunca alguém os entendeu
Na sua mística união
E os que o procuraram
Decerto o caminho erraram.

A sua ligação
Foi fruto de uma união
Transcendental e inexplicável
Até para os mesmos
Nos olhos da lágrima secreta.

Dois iguais separados
Na raça e no tempo
Unidos na cor e no credo
De que o mundo pode mudar
E nada os fará parar
A não ser a morte.

As amizades, cores e laços actuais
Se tornam passados imemoriais
Na certeza de que finalmente somos nós
E que nenhum pensamento é atroz
Pois descobrimos o que queremos.

A sua vida no quarto
Secretos amores despertos
Substâncias cor-de-rosa exaladas
O odor do amor sacudido
E tempo pedido se torna perdido
Pois o sol que aquece a pele arrefecida
Não está no alto
Está raso, bem raso, junto ao solo

É o calor da Terra Mãe.
Minha e tua, nossa, de todos
Sempre pronta a embalar
Com as suas cores e fragrâncias esbeltas
Em formas curvas tão rectilíneas
Que conduzem direito por estradas tortas
Ao desígnio da vida
O encontrar do verdadeiro amor.

Mas a Terra Mãe não é óbvia
Obriga e desobriga-se
A porta de entrada é visível
Porém podes tu vê-la?
Consegues senti-la na escuridão da luz?