terça-feira, 29 de julho de 2008

Os adormecidos do sistema

Os homens e os ministros assinalados
Que do gabinete legislam
Dão cabo da vivacidade
E de tudo que nos ensinam.
As mágoas carpiam corações
Desistentes da luta moral
Já nem de Abril as canções
Fazem lembrar o mal.
Combatentes de Abril
Estranho Presente se parecem
Bebem a pouca água do cantil
Morrem à sede os que merecem.
Do povo, Pelo povo, para o povo
Parecia ser o mote
Mais parece um polvo
Que aperta como um garrote.
Ainda acredito na democracia?!...
A luta democrática chegou ao fim de facto
Já vão longe as disputas
Os governos vendem-se ao desbarato
Olhamos à volta e só vemos ***** (rima com disputas).
Compram-se deputados (limiano)
Para o país funcionar
Depois no seu lugar estão sentados
De olhos fechados a dormitar.
Para que precisamos da representação do povo
Se ela não mais é que a farsa
Mais vale um bom cozido
Do que toda esta salsa.
Quando temperaremos esta disputa?...

Um par mistico

John e Yoko Ono

Dois que são um
Nunca alguém os entendeu
Na sua mística união
E os que o procuraram
Decerto o caminho erraram.

A sua ligação
Foi fruto de uma união
Transcendental e inexplicável
Até para os mesmos
Nos olhos da lágrima secreta.

Dois iguais separados
Na raça e no tempo
Unidos na cor e no credo
De que o mundo pode mudar
E nada os fará parar
A não ser a morte.

As amizades, cores e laços actuais
Se tornam passados imemoriais
Na certeza de que finalmente somos nós
E que nenhum pensamento é atroz
Pois descobrimos o que queremos.

A sua vida no quarto
Secretos amores despertos
Substâncias cor-de-rosa exaladas
O odor do amor sacudido
E tempo pedido se torna perdido
Pois o sol que aquece a pele arrefecida
Não está no alto
Está raso, bem raso, junto ao solo

É o calor da Terra Mãe.
Minha e tua, nossa, de todos
Sempre pronta a embalar
Com as suas cores e fragrâncias esbeltas
Em formas curvas tão rectilíneas
Que conduzem direito por estradas tortas
Ao desígnio da vida
O encontrar do verdadeiro amor.

Mas a Terra Mãe não é óbvia
Obriga e desobriga-se
A porta de entrada é visível
Porém podes tu vê-la?
Consegues senti-la na escuridão da luz?