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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Porquê amar?

Porquê amar se depois se sofre?
Porquê amar se depois se perde esse amor?
Porquê amar se depois temos de nos afastar?
Porquê amar se depois temos de nos habituar?
Porquê amar de facto!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A barca no espelho do lago

Há momentos inesquecíveis
Momentos de ternura inolvidáveis
Crescidos do nada envolvidos
Esperando que nos amparem.
Andamos em círculos
Nas ondas do lago provocadas
Pelos que nos acordam para a vida
Sentimos que não chegamos à margem.
O nevoeiro encobre a terra
Vemos os braços que esbracejam
Não vislumbramos a figura
Enganosamente dissimulada.
Esperamos que seja
Sonhamos alto essa verdade
Escamuteamos quem nos deseja
Porque desejamos e somos desejados.
Sê-lo-emos de facto
Ou a margem é uma miragem
Um truque da mente
Na esperança da viagem?
Olhamos mais uma vez
Vemos quem cuida do cais
Um porto seguro de facto
Mas ainda não que tais.
Lança-se a corda ao barqueiro
Amarra-se ao ancoradouro
O barco balouça inseguro
Mas o passadiço é duro.
Um passo a seguir ao outro
Um momento que é ainda louco
No equilíbrio do porto a aventura começa...
Começa a pouco e pouco.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Saudade e Dor

Espírito
Solitário
Temeroso
Esperançado
Luzídio e
Amado.

Perdida a
Ocasião
Real da

Querida
União
Empática
Mistificada

Aliada
Mortificada e
Onírica!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Passadas cavalgadas

Cavaleiro das doces cavalgadas
Em leitos suaves de curvas uniformes talhados
Percorres de encontro ao sol poente
As areias finas dos seus cabelos raiados
Em luzes claras reflectidas de saudade que aperta
O coração do destemido que um dia ousou…

Ousadia pagada caro
Pelo destino coração cravado de espinhos
Daquela rosa cheirosa de caule traiçoeiro
Que um dia nasceu selvagem de um nascimento prematuro
Onde a terra impura se tornou pura à sua visão
Ao orvalho da manhã resplandecente
Que arrepiava os grilos e as cigarras
A cada toque de sua fria e gélida geada derretida.

O gafanhoto saltava despreocupado
Searas para colheita em todo o lado
Tanta escolha, tanto sal
Tanto mel, tanto mal
Mas mesmo assim saltava de olhos fechados
Porque o mundo era seu para a tomada
Para a conquista do conquistador improvável.

O rei na torre do seu castelo observava
Das ameias envelhecidas e enegrecidas
Aquela paisagem outrora bela
Agora desfeita pela idade e pela solidão
Dos montes que choram o sol que se põe
Nesta tarde de Verão que embora Inverno
Jamais passará do calor estival
Porque o sentido do sentido
Daquele alvo e cando momento
Perene na imaginação do tido
Será para sempre a porta da sua prisão.

O rei está fechado no seu castelo
Jamais de lá sairá
Porque a Natureza já não é sua…

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Crispação

Ontem perdi-me em ti
Hoje encontro-me aqui
Amanhã perder-me-ei em mim
Sonhando com o que encontrarei.

Foi pesadelo do qual acordei
Sonho infeliz de roupagens belas
Chorei de alegrias amadas
Pintei de palavras amargas telas
Onde no fundo me perdi.

O dia é negro
Qual tal minha alma
Nunca o deveria ter deixado de ser
Deixar inundar-me de calma.

Vivo no tormento
Abracei sempre as agitadas águas
Doce e ternurento complemento
Do doce sabor a fel das mágoas.

Nunca deveria ter sido
Presença que altera o espírito
Nuvem de pó ácido corrosivo
Alegria... aquele mito.

Hoje regresso às origens
Monto meu alazão negro branco
Cavalgarei de encontro ao destino
Onde me encontrarei descalço
Frente a frente com ele
Meu irmão gémeo de tacto
Que anseia pela minha rendição
E amaldiçoe aquele que É de facto.

sábado, 1 de novembro de 2008

Crónica de um último suspiro

Tenho de acordar
A burocracia clama
O soldado de papel
Perdeu a sua alma
Nas chamas da tinta
Acabou-se a sua chama.

Olhos cavados
Ausentes de vida
Passos que foram sagrados
Agora comem-no vivo
Pelos trilhos andados
Sombras a pedido.

"Sim Senhor"
Grita a voz mortiça
"É para já"
Diz em surdina
"Porque não?..."
Silencia a sina.

"Aqui estão"
Anuncia a solidão
"O que não consigo fazer"
Assume com resignação
"Mas tem de ser"
Confirma a direcção.

Abandona(-se) e cai
Ombros ao lado
Afunda-se na cadeira
Está desolado
Não consegue
Está isolado.

A esperança é a última fronteira
Onde todos pretendem ir
Mas todos esperam a intrepidez
De quem ousa fugir
Da marasma estupidez
Para colher os ventos do devir.

"Faz assim"
Anunciação divina
"Não te preocupes"
Mantém a sua sisma
"Alinha que é tudo manso"
Eleva a submissão
"Mantém-te tanso"
Aconselha a vizinha.

E os cães vão ladrando
Enquanto a caravana passa
É o cheiro putrefacto
De quem já morreu
Mas pensa que está vivo de facto.

domingo, 26 de outubro de 2008

Sonho ou acordar de um pesadelo

Sonhei que sonhava
Acordei do sonho que sonhava
Para adormecer acordado
E ver que dormia sonhando acordado.

Negro o sol que envolve
Na argúcia da dicotomia angélica
Ombro com ombro degladiando pela minha alma
Que se afoga e esvai no sofrer que está para vir.
É melhor responde o sonho
Que assim o futuro se mantenha
Não sofras pelo que não tens
Nem sonhes com o que te alcança.

Flutuo de encontro a mim
Àquela voz que me chama
Aquela que diz
Não entregues a tua chama
Porque de usado basta humilhado
O fruto do que queriam jaz na sua cama.

Vozes distantes ecoam
Homos no feminino surdinam a alma
Pares díspares na desilusão
Pela segurança anseiam da partilha
Por serem Homos a ilusão
De que assim a felicidade alcançarão.

Já vi quem sois
Já observei tantos que são dois
Desperdícios humanos da vida
Parelhas de Vacas não de Bois
Insanidade plural da sede em séde
No receio do anseio que se nega
Ou terá sido um engano atroz?

Estou em paz no meu ódio pacífico
Estou em guerra no meu amor perdido
Estou soldado fundido
Neste poço fundo incompreendido
De não se saber sabendo
Que se pensa que se sabe
Mas no fundo se duvida!

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Ser Poeta (To be a poet)

P - Possibilidade (de)
O - Omissão (da)
E - Existência
T - Transcendental (do)
A - Amor

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Diferentes

Um dia numa vida
Um rapaz conheceu uma menina
Acendeu-se um desejo, um sentimento
Fixou o olhar para não mais parar.
Via-a de tempos a tempos
A indiferença no olhar
Nem notava naquela criatura
Que por ali andava a pairar.

Ele é diferente
Tanto no ser como no falar
Afasta pela frente
Para depois cativar!

Quis ficar com ela até ao fim dos dias
Desde esse momento inicial
Naquela montra silenciosa
Referida na mente como “a tal”
A que mudaria o sentido de ser
E o elevaria à condição imortal.
Os momentos foram-se revelando
Os espaços sendo preenchidos
Os sinais foram aparecendo
E os pensamentos sendo lidos.

Ela é diferente
Tanto no ser como no falar
Afasta pela frente
Para depois cativar!

Chegaram os dias do fim
Momentos únicos partilhados
Os sabores ficaram no ar
Os saltos no escuro foram dados.
Astral aparte mas unidos
Caminharam lado a lado
Sorriam sem observar
O amor pedido era não dado.

Ela e ele são diferentes
Tanto no ser como no falar
Afastam pela frente
Para depois cativar porque…

Um é Anjo e Outro Arcanjo!

O arado

Há tantas almas
Desencontradas no seu encontro
Perdidas no espaço
Prenchido pelo outro.

Andamos todos à deriva
Até os que têm capitão
Precisamos de quem nos siga
E nos arranque o coração.

Damo-lo de bom grado
Pois rico e fértil é este terreno
Para um digno e bom arado
Que o preencha e torne pleno.

Onde andam as mãos que agarram o arado?

Dúvidas e Certezas

Tão depressa o sonho canta
Tão depressa desmorona
Tão depressa se encanta
Como se esvai e sente que morra!

Mal de escárnio
Mal dizer e malassorte
De tão longe apartes
Haja esperança na consorte!

Noites que são dias
Dias que se escondem na noite
Por vezes a alma esfria
A mesma que merece o açoite!

Açoite pelo sentir
Adolescente noutra fase
Nunca mais se deve ousar despir
Nem sucumbir ao êxtase!

Sente que o outro sentir
É a porta para o seu almejar
Vence aquilo que te não faz dormir
Não mostres o teu lacrimejar!

Quem não sabe o que quer
Depois quer e é tarde
Perder aquilo que depois fere
Aquilo que no fundo depois arde!

Está atenta
Não percas a oportunidade
Única e sublime
Um amor na cidade!

sábado, 9 de agosto de 2008

A sereia

A sereia voltou
Voltou a encantar com os seus cânticos
A música suave que embala
Os marinheiros até encalharem.

O nevoeiro adensa-se
A decisão está no ar
E na água por debaixo
Para quem sabe nadar.

A ilha está mesmo ali
Frutas e animais exóticos
Prometidos com um olhar
Por aquele olho óptico.

O batel desce à água
O capitão solitário rema a bom remar
Vence a corrente por sob as calmas águas
Está no caminho para se soltar.

Abandona o corpo exausto na praia
Saboreia aquela areia virgem
Uma nativa só a pisou
Coberta de uma alva penugem.

Acena de longe
Ordena a partida
Aqui fica a viver
A sua não é de ida

Ele está feliz!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Song to the lost angel lost...

Not long ago
An angel comes to my side
My eyes get a sudden light
I start laughing inside

Wings both tied up
No wonders or mysteries
Life is a prison
And the angel denies

I love like I never did before
Now in a way older
This time it’s so stronger
I hope my heart never get colder!

As it started
Closing moments attached
Slow spins turned
Stolen kisses from the sky

In a brief dark freedom time
In a cosy tight space
Angels became humans
And enjoy it to the finest life

I love like I never did before
Now in a way older
This time it’s so stronger
I hope my heart never get colder!

An open channel is open
From time to time congratulated
With words of both hope and deliverance
And also of apartness felted

The travel is to be made
The sign is to be reached
It’s time to decide
To run or to die

I love like I never did before
Now in a way older
This time it’s so stronger
I hope my heart never get colder!
Há não muito tempo
Um anjo veio até ao meu lado
Os meus olhos ganharam um brilho súbito
Senti uma alegria interior

As asas de ambos atadas
Sem mistérios ou imaginações
A vida é uma prisão
Que o anjo nega

Eu amo como nunca amei antes
Agora de uma maneira madura
Desta vez é tão forte
Espero que o meu coração não arrefeça!

Quando começou
Momentos próximos ligados
Voltas lentas rodadas
Beijos roubados ao céu

Num momento escuro do tempo
Num espaço acolhedor e apertado
Os anjos tornaram-se humanos
E viveram a vida no seu melhor

Eu amo como nunca amei antes
Agora de uma maneira madura
Desta vez é tão forte
Espero que o meu coração não arrefeça!

Um canal livre está aberto
Congratulado de tempos a tempos
Com palavras tanto de esperança e entrega
Mas também de sentido afastamento

A viagem é para ser feita
O sinal é para ser alcançado
É tempo de decidir
Se correr se morrer

Eu amo como nunca amei antes
Agora de uma maneira madura
Desta vez é tão forte
Espero que o meu coração não arrefeça!

Um adeus soprado?...

Um sopro… um adeus…
Uma voz soprada na noite
Através do texto longínquo
Um momento…

Não pareceu um adeus
Nem tão pouco até breve
Pareceu o que era
Um desejo…

Não o encarei
Senti-o presente
Na certeza do que tinha sido
Não o relevei…

A brisa levantada
Pelo soprar ameno
Abespinhou-se em tempestade
Que assola a costa…

As ondas escalam a rocha
Alto, cada vez mais alto
Em cada investida
Expondo o coração da rocha nua…

As andorinhas escarpadas
Sentem o espaço desaparecer
Inspiram inquietudes crescentes
Ponderam a sua fuga dela…

Ainda há esperança
Na vinda da bonança
No sopro quente
Que traga de volta a segurança…

Segurança que perde a força
Em cada nova onda pensante
Em cada mensagem de Deus
Enviada e não remetida…

O castelo está vazio
No cimo da escarpa observando
Condenando o horizonte
Pelo retorno do que o preenche…

Vive cada dia pelo seu dia
Rei forte rei
Assume o teu destino real
As batalhas perdem-se também…

E tu perdeste esta!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Quem sou eu?

Um símio
Banido e ostracizado
Incompreendido e anulado
Preso por um fio.

Quem somos nós
Na poeira cósmica do destino?
Quem somos nós
Se não temos apoio?
Quem somos nós, mesmo?

Quem sou eu?...

Canais

Mil mortes vivido
Mil Adagas trespassam a carne
Os sentidos todos eles ressoam
Pelos gritos que no ar ecoam
Pela certeza do eclípse.

O ocaso
Terá sido por acaso
Ou não deverei fazer azo
Ao "potencial" ragazzo
Em terras de Imperador?

Nunca se conhece alguém
Os segredos sublevados
Não se dão a ninguém
Mas as palavras leva-as
O vento a todo o lado
E um espírito do além avisado
Encontra-as nas esquinas da vida.

Os sinais
Os ténues sinais marcados
Num anjo vermelho indicados
Parecem não ser demais
Mas o olho da águia é avisado
Vê para além do horizonte alado
E o futuro é agora jamais!

Dragão flamejante

Não estou bem
Enfrento-me aqui e agora
por entre dragões flamejantes
em baforadas quentes
que procuram derrotar-me.

O mar está revolto
Discute com a praia
De cada vez que se espraia
Em cada onda
Levanta areia
Mas a praia serena
Encaixa os golpes
Impávida.

O mar recua
Espera, procura
Que a praia se renda
Vá atrás dele
Mas não vai
Porque a praia é o mar
Está com ele e por seu debaixo
Amparando-o sempre.

domingo, 3 de agosto de 2008

O Amor e o Tempo

O tempo pergunta ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo responde ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.

O Amor é feito de Tempo
O Tempo constrói o Amor
Fazemos coisas com o Tempo
Que nos trazem dor.
O Amor com o Tempo
Pode-se transformar
Nunca se extingue
Mas deixa-nos a duvidar
Porque será que cresce
Em vez de minguar?
Mas o Tempo traz novidades
O que era certo
Deixa-nos saudades
Mas quere-lo-emos sempre por perto?
O Tempo mostra os acontecimentos
As questões e as decisões
O Amor mostra os sentimentos
Arrasa com os corações.
Porque não volta o Tempo para trás
E se junta novamente ao Amor.

sábado, 2 de agosto de 2008

As ilegalidades e os lobos

Os lobos espreitam nas sombras
Aproveitam as fragilidades
Aqueles que só vêem montras
Escapam-se-lhes as verdades.

Aceitam um qualquer palavrete
Numa rolante informação
Dada pelo tiranete
Que comanda a nãção.

Os congressistas educativos
Falam falam mas enganam a população
Desde que os seus poleiros estejam cativos
Pouco lhes importa a educação.

Os pequenos do contrato
Míopes e sem futuro
Aceitam as migalhas do prato
Dobram os ideais daquilo que é puro.

Todos juntos, Galistas e Galitos
Condenam à morte o escolar
Na não renovação de muitos
Todos acabam à morte por se sentenciar.

Eu não calo a minha voz
Nem de as ilegalidades denunciar
Pois pior pecado cometo
se a minha voz calar.

Piedade dos que se calam
Por receio dos lobos
Mas eles não são mais que cordeiros
E nós não menos que bobos!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Tarde de Verão

Abandono-me lentamente
Ao calor da esplanada.
O céu ao longe
Miragem
O mar por baixo
Vassalagem
Perdem-se ambos.
Não há nada no ar
Nem nuvens nem aves
Nada, nem aragem.
O tempo parou
E eu estou dentro dele
Parado, inerte, à espera
Da palavra coragem
Por contraponto à cobarde
Proferida que eu ouvi
Certa porque a senti
Verdadeira!